Metáforas
A palavra metáfora deriva do grego “meta” (além) mais “phorein” (transportar de um lugar para outro). Tem a conotação de transportar o sentido literal de uma palavra ou frase, dando-lhe um sentido figurado. A metáfora se comunica com os dois lados de nosso cérebro.
O lado esquerdo do cérebro está associado à mente consciente, lógica e racional, onde se encontram as estruturas reponsáveis pelo processamento da linguagem. O lado direito associado à mente inconsciente, intuitiva, criativa e emocional.
A metáfora usa uma linguagem simbólica que é característica da linguagem primária do inconsciente. O que fica gravado como aprendizado em nossa mente, não é o sentido literal da estória, mas o sentido figurado e metafórico captado pelo nosso inconsciente.
A metáfora induz a um processo natural de mudança. Ao contrário de uma ordem ou sugestão direta de mudança, a metáfora permite à mente conscientemente travada e sem saída, perceber, inconscientemente, outras alternativas que não visualizadas anteriormente.
Freud já fazia uso das metáforas nas interpretações dos sonhos, na livre associação de idéias, como na metáfora do complexo de Édipo.
Jung aprofundou o uso das metáforas ao expandir a interpretação dos sonhos e fantasias de seus pacientes, através dos mitos, símbolos e arquétipos.
Milton H. Erickson teve a sensibilidade de compreender o valor e os benefícios do uso das metáforas junto com a hipnose. Nos seus últimos anos como terapeuta, ajudava seus clientes, apenas contando estórias e metáforas criadas a partir da história pessoal de cada um.
“O que a lagarta chama de fim do mundo, o mestre chama de borboleta”.
Richard Bach – Escritor Americano
A Árvore dos Desejos