Publicado por Instituto Daat

OSHO – A Paz no Centro do Furacão

Mohan Chandra Rajneesh, Osho, nasce em Kuchwada, Madhya Pradesh, Índia, em dezembro de 1931, filho mais velho de um modesto comerciante de roupas, que pertencia à religião Jaina. Passa os primeiros sete anos com seus avós, que lhe concedem absoluta liberdade de fazer exatamente o que lhe apetecesse, apoiando-o inteiramente em suas precoces e intensas investigações dentro da verdade e sobre a vida.

Após a morte de seu avô, passa a viver com os pais em Gadawara. Sua avó muda-se para a mesma cidade e, mais tarde, torna-se discípula do neto, permanecendo sua mais generosa amiga até morrer, em 1970.

Osho experiencia o seu primeiro Satóri aos 14 anos de idade. Durante esses anos, seus experimentos com a meditação se aprofundam e a intensidade da sua busca espiritual cobra-lhe tributos sobre sua condição física. Seus parentes e amigos chegam a temer que ele pudesse não viver muito.

Na idade de 21 anos, no dia 21 de março de 1953, Osho atinge à iluminação, o mais alto pico da consciência humana. Neste ponto, como ele diz, termina sua biografia exterior, passa a viver o estado de não-ego, de completa comunhão com o Todo, em perfeita unidade com as leis interiores da vida. Todavia, exteriormente, ele continua a ir ao encalço de seus estudos, na Universidade de Saugar, onde se gradua, em 1956, com Honra de Primeira Classe em Filosofia, ganhando a medalha de ouro na sua turma de graduação. Torna-se “Campeão de Debates” em toda a Índia.

Em 1968, ainda com seu primeiro nome espiritual, Bhagwan Shree Rajneesh, estabeleceu-se em Bombaim, onde morou e ensinou por alguns anos. Organizou regularmente “campos de meditação”, onde introduziu a sua revolucionária Meditação Dinâmica. Em 1974 inaugura o “ashram” de Puna, e sua influência já atinge o mundo inteiro. Ao mesmo tempo, sua saúde se fragilizava seriamente.

Osho se recolhia cada vez mais à privacidade de seus aposentos, aparecendo apenas duas vezes por dia em suas palestras matinais e, à noite, em sessões de aconselhamento e iniciação.

Em maio de 1981, Osho parou de falar e iniciou uma fase de “comunhão silenciosa de coração-a-coração”, enquanto seu corpo, seriamente enfermo, com graves problemas de coluna, descansava. Tendo em vista a possibilidade de que fosse necessária uma cirurgia de emergência, Osho foi levado aos Estados Unidos. Seus discípulos americanos compraram um rancho no deserto do Oregon e convidaram-no a ir para lá, onde recuperou-se rapidamente.

Uma comuna logo estabeleceu-se ao seu redor, formando a cidade de Rajneeshpuram. Em outubro de 1984, Osho voltou a falar a pequenos grupos e, em julho de 1985, reiniciava seus discursos a milhares de buscadores, todas as manhãs.

Em setembro de 1985, a secretária pessoal de Osho deixa a comuna, repentinamente, seguida por vários membros da administração, vindo com isso à luz todo um conjunto de atos ilegais cometidos por esse grupo. Osho convidou as autoridades americanas para que procedessem a todas as investigações necessárias. Tirando proveito dessa oportunidade, as autoridades aceleraram sua luta contra a comuna.

Em 29 de outubro de 1985, Osho foi preso em Charlotte, Carolina do Norte, sem um mandado de prisão. Sua viagem de volta ao Oregon, onde seria julgado, normalmente um vôo de cinco horas, demorou oito dias. Por alguns dias ninguém soube do seu paradeiro. Em meados de novembro, seus advogados aconselharam-no a confessar-se culpado por duas das trinta e quatro “violações de imigração” das quais era acusado, para evitar que sua vida corresse maiores riscos. Osho concordou. Foi multado e obrigado a deixar os Estados Unidos, com retorno proibido pelos próximos cinco anos.

Nessa época, Osho enfrentou uma verdadeira “via crucis” para poder fixar-se num lugar, pois onde quer que tentasse estabelecer-se tinha sua permanência negada pelas autoridades, por visível influência do governo norte americano. Ao todo, vinte e um países o expulsaram ou negaram o visto de entrada.

Em julho de 1986 Osho voltou a Bombaim, na Índia, onde ficou hospedado por seis meses na casa de um amigo indiano. Na privacidade da casa de seu anfitrião, ele retornou aos seus discursos diários.

Em novembro de 1987, após sete semanas doente, quando uma simples infecção negava-se a responder a qualquer tratamento, seus médicos diagnosticam uma deterioração generalizada das suas condições físicas, devido a envenenamento. Uma análise posterior conclui que era envenenamento por tálium, um metal pesado de efeito lento, progressivo e fatal. Durante um discurso público, Osho afirma a convicção de que o governo dos Estados Unidos o havia lentamente envenenado durante os 12 dias em que ele estivera sob sua custódia, em setembro de 1985.

Osho morre em 19 de janeiro de 1990.

SEU LEGADO

Suas milhares de horas de discursos improvisados foram publicados em mais de 650 volumes, incluindo traduções em mais de 30 línguas, grande parte dos quais está disponível nas suas gravações originais em áudio e vídeo.

Nesses discursos, a mente humana é posta sob o microscópio. Mente como psicologia, mente como emoção, mente como mente-corpo; mente como moralista, mente como crença; mente como religião, mente como história, mente como política e evolução social, tudo examinado, estudado e integrado. Depois graciosamente deixado para trás na busca essencial para a transcendência.

De Sigmund Freud a Chuang Tzu, de George Gurdjieff a Buda, de Jesus Cristo a Rabindranath Tagore, Osho extraiu de cada um a essência do que é significativo na busca espiritual do homem, baseando-se não apenas na compreensão intelectual, mas sim na sua própria experiência existencial.

Atualmente, as meditações criadas por Osho continuam a ser oferecidas no Osho Resort em Puna, na Índia e nos vários centros de meditação espalhados em diferentes partes do mundo. Os seus discursos estão disponíveis em livros e DVDs.

A cada ano, cerca de 10.000 pessoas viajam à Osho Commune International para participar do “Buddhafield” (o campo de energia de um Buda), onde muitas meditações, atividades criativas e programas de crescimento são oferecidos.

Tendo previamente removido seu nome de tudo, ele finalmente concordou em aceitar “Osho”, explicando que isso é derivado de “oceânico” de William James. “Isso não é meu nome”, ele diz, “Isso é um som de cura”. Em um de seus discursos sobre o Zen, registrado no capítulo 2 do livro “Zen: The Diamond Thunderbolt”, ele diz o seguinte sobre esse nome: “‘Osho’ é uma palavra muito respeitosa. É um modo de chamar alguém de quase divino. Ela é, em essência, tão respeitosa, que somente um discípulo chama um mestre de “Osho”.

“Minha mensagem não é uma doutrina, não é uma filosofia. A minha mensagem é uma certa alquimia, uma ciência da transformação.”
OSHO

O QUE SE DIZ SOBRE OSHO

“Osho é um mestre iluminado que está trabalhando com todas as possibilidades para ajudar a humanidade superar uma fase difícil no desenvolvimento da consciência.”
Dalai Lama

“Eu fiquei maravilhado lendo seus livros.”
Federico Fellini

“Esses insights brilhantes irão beneficiar todos aqueles que anseiam por conhecimento experiencial no campo da potencialidade pura inerente a todo ser humano. Esse livro faz parte da estante de toda biblioteca e do lar de todos aqueles que buscam conhecimento do ser mais elevado.”
Deepak Chopra

“Osho é o homem mais perigoso desde Jesus Cristo… Ele é obviamente um homem muito efetivo, senão ele não seria uma tal ameaça. Ele está dizendo as coisas que ninguém mais tem coragem de dizer. Um homem que tem todos os tipos de idéias, elas não são só inflamatórias, elas também possuem uma ressonância da verdade que assusta os monstros do controle.”
Anthony Robbins

PARA SABER MAIS:

Sites:
Instituto Osho Brasil
www.oshobrasil.com.br

OSHO Sukul
www.oshosukul.com

OSHO Site Oficial
www.osho.com

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